quinta-feira, 29 de outubro de 2009

28/10: Dólar em alta e café em baixa

Os preços futuros do café arábica recuaram nesta quarta-feira na bolsa ICE Futures US, em Nova York, com pressăo da alta do dólar em relaçăo ao real e de vendas na maioria dos mercados de commodities.
Os lotes para entrega em dezembro, os mais negociados, caíram 175 pontos ou 1,28% e fecharam a 134,60 cents/lb.
Corretores disseram que a queda dos preços das açőes, combinada à valorizaçăo do dólar frente a uma cesta de moedas, estimulou vendas de especuladores em commodities. Além disso, o café observou uma contiunuidade das vendas após cinco sessőes seguidas de perdas, de modo que o contrato dezembro caiu para seu menor nível em tręs semanas, a 132,95 cents/lb.
Analistas acreditam que os futuros poderăo se satisfazer com variaçőes dentro de um intervalo, a menos que o dólar ou as açőes apresentem oscilaçőes dramáticas. "Por enquanto, vejo que os preços do café ficarăo em um intervalo entre 132,50 e 140 cents", disse o analista Boyd Cruel, da corretora Vision Financial Markets.
No entanto, o fechamento de hoje, abaixo dos 135 cents/lb, sinaliza que os futuros irăo testar o suporte nos 133,60 cents/lb, segundo a analista Veronique Lashinski, da corretora Newedge Group. Ela avalia que um fechamento abaixo dos 133,60 cents/lb mostraria o potencial de declínio para 130,0 cents/lb e depois para 127,10 e 125,50 cents/lb.
O mercado recebeu a notícia de que Honduras registrou contratos de exportaçăo para 31,89 mil sacas de café da safra 2009/10, até 25 de outubro, o que representa uma queda de 2,1% em relaçăo ao mesmo momento do ano passado, segundo o Instituto de Café Hondurenho. De acordo com a bolsa ICE Futures US, o volume estimado de contratos negociados hoje foi de 14,4 mil lotes, além de 2,1 mil opçőes de compra e 1,2 mil opçőes de venda. As informaçőes săo da Dow Jones.

27/10: Sem novidades mercado fecha em baixa

Depois de caminhar nos dois sentidos, os preços futuros do café arábica terminaram a terça-feira com perdas marginais na bolsa ICE Futures US, em Nova York. O mercado adotou um tom de acomodaçăo como sequęncia ao recuo registrado recentemente.
Os lotes para entrega em dezembro, os mais movimentados, caíram 15 pontos ou 0,11% e fecharam a 136,35 cents/lb. De acordo com o analista James Cordier, da corretora Optionsellers.com, as duas sessőes seguidas de variaçăo negativa, combinadas ŕ queda dos preços das açőes, produziram uma continuidade da liquidaçăo de posiçőes de compra. "Tivemos um bom rali no café nas últimas tręs semanas, corremos para as vendas do Brasil perto dos 145 cents e agora provavelmente vamos liquidar por alguns dias", acrescentou.
Um operador afirmou que o fato de o dólar ter permanecido firme hoje e as açőes năo terem apresentado direçăo comum confirmou que os futuros de café ficariam presos ao intervalo ocupado durante o pregăo de ontem. Um relatório pessimista sobre a confiança do consumidor dos Estados Unidos foi divulgado hoje, o que pesou sobre os preços das açőes e ajudou a fortalecer o dólar. Essa queda inesperada na confiança do consumidor cria incerteza sobre o futuro da demanda por café pelo consumidor final, segundo um operador.
O mercado recebeu hoje a estimativa do Escritório Geral de Estatísticas do Vietnă para as exportaçőes de café em outubro. Espera-se que haja um aumento de 54% para 60 mil toneladas na comparaçăo com o mesmo męs no ano anterior. De janeiro a outubro, o Vietnă exportou 15,8 milhőes de sacas de café, o que representa um aumento de 17% ante o ano passado. Na Costa Rica, a produçăo da safra 2009/10 deverá crescer 7,2% para 1,7 milhăo de sacas, conforme o Conselho de Café Costa-riquenho. Esta é a segunda estimativa oficial para o novo ano-safra e é um pouco superior ŕ projeçăo inicial de 1,16 milhăo de sacas. Segundo a bolsa ICE Futures US, o volume estimado de contratos negociados hoje foi de 9,7 mil lotes, além de 2,5 opçőes de compra e 447 opçőes de venda.

26/10: Café acompanha mercado financeiro e fecha em baixa

Os preços futuros do café arábica encerraram a segunda-feira com perdas modestas na bolsa ICE Futures US, em Nova York. Os principais mercados que exercem influência sobre o café empurraram as cotaçőes, segundo analistas.
Os contratos mais negociados, com vencimento em dezembro, caíram 65 pontos ou 0,47% e fecharam a 136,50 cents/lb.
Os futuros estavam sustentando ganhos marginais até o meio do pregăo, mas o dólar se valorizou frente à principal cesta de moedas e estimulou vendas em muitos mercados de commodities. Os preços do petróleo caíram intensamente, assim como as açőes. Um analista afirmou que foi essa combinaçăo de fatores que pressionou o café. Boyd Cruel, analista da corretora Vision Financial, observou compras de fundos especulativos no início da sessăo, após uma grande quebra dos preços na sexta-feira.
No Brasil, a maior parte das regiőes produtoras tem apresentado clima seco ou com chuvas modestas nos últimos tręs dias. Para esta semana, săo previstas chuvas em áreas mais específicas, bastante pesadas em algumas localidades. Mas muitos meteorologistas avaliam que as precipitaçőes atuais favorecem a floraçăo do café.
A bolsa ICE Futures US implantou uma mudança temporária nos horários de negócios do café de 26 a 30 de outubro, por causa das diferenças de fuso horário entre os Estados Unidos e o Reino Unido. Neste período, a bolsa abrirá ŕs 6h30 (horário de Brasília) em vez do momento normal, ŕs 5h30.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

23/10: Vendas técnicas derrubam o mercado

Os preços futuros do café arábica mergulharam hoje na bolsa ICE Futures US, em Nova York, em meio aum grande volume de vendas técnicas. Ordens automáticas de venda foram acionadas quando os preços atingiram determinado patamar negativo e o movimento de baixa se agravou. Os contratos mais negociados, com vencimento em dezembro, fecharam em baixa de 650 pontos ou 4,52%, cotados a 137,15 cents/lb.

Sem novidades sobre fundamentos, o mercado se deixou conduzir pela valorização do dólar frente às principais moedas internacionais, que estabeleceu o tom pessimista na maioria das commodities, segundo analistas.

O analista Hernando de la Roche, diretor da corretora Hencorp Coffee Group, disse que "quando o contrato dezembro rompeu os 140 cents, atingimos 137 cents em um dois segundos". Neste nível, foram acionadas as ordens programadas de venda.

O café começou o dia em baixa, o que, segundo o analista Jurgens Bauer, da corretora PitGuru, foi resultado de uma formação técnica do dia anterior. "Quando o mercado abriu e fechou próximo da mesma área, depois de um grande intervalo na quinta-feira, inspirou vendas técnicas no início da sexta-feira", explicou.

Traders também disseram que, ao longo da semana, o mercado falhou em romper a resistência na máxima da segunda-feira, a 145,40 cents/lb. Isso estabelceu um sinal técnico negativo. "O mercado está muito na defensiva", disse Bauer.

Nenhum fundamento de oferta e demanda esteve relacionado com a quebra de hoje. Participantes do mercado acompanham as chuvas nas regiões produtoras do Brasil, sob rumores de que o excesso de umidade prejudicaria a floração da safra 2010/11, que está em desenvolvimento. De la Roche afirmou que "todo mundo está esperando para ver o vai acontecer" e que "neste momento, não há notícias".

As exportações de café verde do Brasil entre 1º e 22 de outubro chegaram a 1,28 milhão de sacas, de acordo com dados preliminares do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O volume estimado de contratos negociados hoje, segundo a bolsa ICE Futures US, foi de 21,2 mil lotes, além de 4,7 mil opções de compra e 3,5 mil opções de venda. As informações são da Dow Jones.

22/10: Realizações de lucros levam café para baixo

Os preços futuros do café arábica negociado na bolsa ICE Futures US, em Nova York, encerraram a quinta-feira em ligeira baixa. Participantes do mercado realizaram lucros em pressionaram as cotações. Os lotes mais negociados, para entrega em dezembro, fecharam a 143,65 cents/lb, baixa de 65 pontos ou 0,45%.

Segundo o analista James Cordier, da corretora OptionSellers.com, a recuperação dos preços das ações durante o dia permitiu que os futuros de café saíssem das mínimas. Ele avalia, ainda, que nos últimos dias as vendas de posições estão relacionadas a operações de hedge de produtores brasileiros.

Hoje, o dólar se mostrou mais firme ante as principais moedas internacionais e pesou sobre a maioria dos mercados de commodities. Além disso, o petróleo se desvalorizou e aumentou a influência negativa sobre os futuros.

Cordier acredita, no entanto, que o mercado de café permanece bastante otimista e os preços são sustentados por fundamentos. Ele acrescentou que fundos especulativos têm "impulsionado o mercado para cima" recentemente. O aumento do número de contratos abertos demonstra o maior interesse dos fundos por este mercado, segundo o analista.

Sterling Smith, analista da corretora Country Hedging, declarou que os futuros encontram forte resistência entre a máxima de junho a 145,0 cents/lb e os 146,45 cents/lb. Smith avalia que o clima nas regiões produtoras do Brasil está, em grande parte, favorável, apesar do excesso de umidade em algumas áreas.

O volume estimado de contratos negociados hoje, segundo a ICE Futures US, foi de 18,2 mil lotes, além de 2,5 mil opções de compra e 2,5 mil opções de venda. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

21/10: Mercado de café mira nos 145 cents novamente

O mercado de café dezembro na sessão de hoje encerrou cotado a 144,30, com 250 pontos de alta, e range entre 140,00 e 144,40.Marcando um fundo duplo, a cotação do café nesta quarta-feira registrou logo pela manha sua mínima de 140,00, onde assim notamos forte presença de compras de specs e fundos, até a primeira máxima do dia a 141,85. Sem expressar muito volume de negócios, a quebra dos 142,00 foi crucial para uma ativação de stops, fazendo a segunda máxima do dia a 143,50.

A pressão das demais divisas frente ao dólar, deram ainda mais fôlego para a apreciação das commodities, fato este que motivou ainda mais compra do grão até sua nova máxima, perto de seu fechamento a 144,40. Sem novas noticias para o setor cafeeiro, o comportamento do grão ficará atento aos dados de colheita, principalmente no que se diz ao inicio do período de florada. O mercado trabalha com os suportes de 144,00/ 143,00/ 142,30, e resistência de 144,40/ 145,00/ 145,40. As médias de 40,100 e 200 se situam respectivamente a 130,95, 129,44 e 127,03. De acordo com a Cecafé, as exportações brasileiras no mês de outubro, mais especificamente até o dia 20, totalizaram 1.237.560 sacas, registrando queda de 17,7% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café RobustanaLiffe Nov/09 fechou a 1450, com 4 pontos de alta, e range entre 1.442 e 1.455.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

20/10: Café fecha em baixa com realizações de lucros

Depois de duas sessões de ganhos consideráveis, os preços futuros do café arábica encerraram a terça-feira em baixa na bolsa ICE Futures US. Participantes do mercado realizaram lucros e fizeram as cotações recuarem. O contrato mais ativo, com vencimento em dezembro, caiu 245 pontos ou 1,70% e fechou a 141,80 cents/lb.

Os traders têm se ocupado em acompanhar a evolução das chuvas que incidem sobre as lavouras do Brasil, em meio a rumores de que o volume incomum de precipitações poderia ser nocivo à floração da safra 2010/11, que está em desenvolvimento. Esses boatos sustentaram, em parte, a valorização registrada hoje nos Estados Unidos, segundo traders.

O analista James Cordier, da corretora Optionsellers.com, chamou esses rumores de "absurdos", e disse que a chuva "vai produzir uma safra abundante em 2010". Em âmbito técnico, um operador avaliou que existe "suporte substancial aos 139,50 cents, a média móvel em 9 dias".

O café chegou a caminhar em terreno negativo, de modo que ordens automáticas de venda aceleraram o declínio do contrato dezembro. Mas logo surgiram compras de torrefadores, quando os preços estavam em seus níveis mais baixos no dia, segundo operadores. Compras de fundos continuam, à medida que o Deutsche Bank segue reposicionando um de seus fundos de índices, de acordo com alguns traders.

O mercado recebeu hoje a estimativa da torrefadora italiana Illy, que acredita em um grande aumento no tamanho dos estoques mundiais de café no ciclo 2010/11, já que uma safra recorde aumentará o fornecimento após anos de oferta apertada. A avaliação é de Andrea Illy, CEO da torrefadora. Segundo a projeção da empresa, a produção mundial de café na temporada 2010/11 chegará a 145 milhões de sacas de 60 quilos, mais do que as 132 milhões de sacas de 2009/10.

A expectativa é de que o consumo mundial de café em 2010 totalize algo em torno de 135 milhões de sacas, o que representa um superávit de 10 milhões de sacas, de acordo com a projeção da Illy. A CEO também afirmou que ainda é prematuro dizer que as chuvas recentes no Brasil estão danificando a safra 2010/11.

O volume estimado de contratos negociados hoje, segundo a bolsa ICE Futures US, foi de 12,4 mil lotes, além de 2,5 mil opções de compra e 3,3 mil opções de venda.